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Falta de sono pode causar diabetes

  • 18/04/2016
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Quem nunca sofreu com as consequências de uma noite em claro ou mal dormida? No dia seguinte, a cabeça dói, o trabalho ou estudo não rendem e os olhos ardem. Quando ficamos sem dormir direito ocorre um desequilíbrio dos hormônios no nosso organismo. E quando essa falta de repouso vira rotina, você poderá sofrer com repercussões como ganho de peso, aumento da pressão arterial e até mesmo o aparecimento do diabetes tipo 2.
Além de dieta desregrada, sedentarismo e quilos a mais, cientistas britânicos incluíram recentemente o repouso inadequado na lista dos fatores de risco para o desenvolvimento do diabetes. Eles investigaram os hábitos noturnos de 59 mil mulheres entre 55 e 83 anos. As que dormiam menos de seis horas por dia mostraram probabilidade maior de ter diabetes ou pré-diabetes.
As mulheres que passavam mais de dez horas na cama também mostraram maior chance de ter o problema. “Se você fica muito tempo acordado, tende a comer mais, e geralmente prefere refeições rápidas e mais calóricas. Por outro lado, quando se dorme muito, o gasto de energia ao longo do dia tende a ser menor”, explica o endocrinologista Luiz Turatti, presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD).  Nos dois casos o ganho de peso e o sedentarismo são certos.
As noites mal dormidas atrapalham a atuação da insulina, responsável para que o açúcar seja aproveitado pelas células do nosso corpo e vire energia. “A privação do sono interfere na liberação de substâncias que controlam o apetite e o gasto energético”, exemplifica a endocrinologista Denise Costa, do Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro. Também deixa o organismo sob tensão, despejando cortisol, o hormônio do estresse, outro sabotador do aproveitamento da glicose. Gabriel Anhê, professor de farmacologia da Universidade Estadual de Campinas, estuda ainda a participação da melatonina, elemento que embala o repouso noturno e ajuda a reparar os tecidos, nessa história. “Uma das funções desse hormônio é sensibilizar as células à ação da insulina”, esclarece. “Há evidências de que tanto pessoas que dormem pouco ou trocam o dia pela noite como diabéticos do tipo 2 produzem menos melatonina”, relata.
Ficou preocupado com as noites que caiu numa balada ou trabalhou até concluir um projeto importante? Fique tranquilo, sem neuras. A ameaça vale para quem torna essa prática uma rotina. Mas fique atento, pois a predisposição genética, o excesso de peso e outros tantos maus hábitos influenciam muito, podendo desencadear o desenvolvimento da doença.
Pesquisadores da Universidade de Chicago afirmam que duas noites de descanso estendido ajudam a atividade da insulina a recuperar e voltar ao normal, no nosso organismo. Mas fique atento quando o cansaço parece não ter fim. Pode ser a hora de procurar um especialista.
De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, o Brasil soma mais de 14 milhões de casos da doença. Ocupamos o quarto lugar entre os países com mais diabetes, atrás apenas da China, Índia e Estados Unidos.
Valorize suas noites de sono!

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