Revolução Constitucionalista

  • 2017 jul 07

A Revolução Constitucionalista, ocorrida em 9 de julho de 1932 foi um movimento contra o primeiro governo de Getúlio Vargas (ocorrido entre 1930 e 1945). Antes do golpe de Estado que colocou Vargas no poder, em 1930, o Brasil era regido pela “política do café com leite”, onde as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais se revezavam na presidência do País. Quando Vargas assumiu ele nomeou interventores nos Estados. Os paulistas não aceitaram um interventor de fora de São Paulo e se rebelaram contra os novos rumos da política brasileira.

O estopim da Revolução Constitucionalista foi a morte dos estudantes Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade, durante a tentativa de invasão da sede de um jornal favorável ao regime varguista, em 23 de maio de 1932. A sigla M.M.D.C. se transformou no símbolo do movimento.

Entre os meses de julho e outubro de 1932, as ruas de São Paulo foram o cenário de conflitos entre os revoltosos e as tropas do governo federal. O movimento, que exigia a promulgação de uma nova Constituição, fracassou e teve fim no dia 01 de outubro. Os principais líderes da revolta tiveram os seus direitos políticos cassados e foram deportados para a Europa.

O Obelisco do Ibirapuera faz referência à Revolução. Lá estão sepultados os corpos de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo e de outros 713 mortos durante o movimento paulista anti-Vargas.

O Obelisco, que tem 72 metros de altura foi feito em mármore e inaugurado em 9 de julho de 1955.

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